
As Araras são Aves pertencentes à ordem dos Psitaciformes da família Psitacídeos na verdade é um tipo de papagaio colorido. O oco da árvore não é muito espaçoso para o tamanho delas, mas as duas araras vão arrancando lascas da madeira carcomida, num trabalho contínuo que dura muitos dias. Quando escolhem um abrigo onde construir o ninho, as araras estão começando a estabelecer moradia para um dos acasalamentos mais duradouros da natureza. Uma vez formado o casal, a união só se desfaz quando ocorre a morte de um dos bichos. Pode durar muitas décadas, desde os dois anos de idade até os cem anos (em cativeiros, sabe-se com segurança que as araras podem viver até sessenta anos: em liberdade, alguns zoólogos admitem que elas possam viver um século, se escaparem dos inimigos). Construído o ninho, a fêmea põe dois ovos, ás vezes do tamanho de ovos de galinha, ou maiores.
Os filhotes desenvolvem-se depressa, alimentados pelos pais. Frutas, sementes, brotos e outros alimentos vegetais, tudo isso é dado aos filhotes na forma de papa. A mãe tritura a comida em seu bicho potente e em seguida a passa diretamente ao bico esfaimado do filhote.
Mesmo depois que aprendem a voar, já coberto por sua plumagem definitiva, muitas vezes os filhotes continuam na companhia dos pais. Só abandonam essa proximidade lá pelos dois anos de idade, quando chega a época de formar casal.
Por causa da beleza de sua plumagem vistosa e pela capacidade de aprender a imitar a voz humana, araras de várias espécies são domesticadas nas regiões rurais. Mas nem todas são palradoras. A arara-vermelha, por exemplo, talvez a maior delas, só emite um som, mais ou menos “arara”, de onde foi tirado seu nome. Além da capacidade de articular palavras, a língua da arara oferece uma outra particularidade: em algumas espécies é recoberta de minúsculas penas rudimentares.
Araras, como papagaios em geral, não “falam” no sentido escrito do termo, como é óbvio. Só imitam sons de voz humana e de outros animais. Os cientistas não têm a menor idéia, ainda hoje, do porque araras, papagaios, periquitos e outras aves possuem essa capacidade de imitar sons.
Às vezes, bandos de macacos invadem o oco de árvores onde nidificam araras, para comer-lhes os ovos. Geralmente, porém, a reação do casal é tão violenta e ruidosa que os macacos acabam por desistir.
Quando ameaçadas por algum perigo, ou mesmo com a mera presença de estranhos no ambiente, as araras saem esvoaçando pela mata e vão espalhando a inquietação. A barulheira adverte toda a bicharada.
Entre todas as subespécies do gênero dos papagaios, a arara-azul, ou araraúna, é a que mais facilmente aprende a imitar a voz humana. Dócil no cativeiro, a araraúna gosta de banhar-se sob as torneiras.
Mas a tagarelice das araras perde longe para os papagaios cinzentos que vivem na África. Quando ouvem sua própria voz gravada, então esses parentes da arara desandam a “falar” interminavelmente.
Quatro das muitas variedades de araras existentes nas matas que vão do México à Amazônia. Existem araras vermelhas (as maiores, que atingem 1 metro do bico até a cauda), azuis e muitas outras, onde o verde predomina.
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